domingo, 30 de outubro de 2011
Quem é e o que pensa o jovem brasileiro?
Existe uma nova geração de brasileiros, com idade entre 18 e 24 anos, que pensa de uma maneira totalmente diferente das gerações que a antecederam. No entanto, não faz disso motivo para guerra, muito pelo contrário. Sim, porque esses moços -que de pobres moços não têm nada - celebram a polifonia, valorizam o diálogo, primam pela coletividade e acreditam que exista uma interdependência entre o bem-estar individual e o da sociedade.
Este é o perfil que revela a pesquisa Sonho Brasileiro, realizada pela empresa de mapeamento de tendências Box1824, com o objetivo de investigar o que a atual geração de 18 a 24 anos (faixa etária mais influente na criação e disseminação de novas ideias, segundo a agência) está sonhando para o País.
E os resultados são, sim, surpreendentes. A começar pela relação destes jovens com a família, ou melhor, com o conceito que eles têm de família, 53% dos entrevistados acreditam ter mais semelhanças do que diferenças em relação a seus pais. A causa dessa sensação segundo a pesquisa, é a horizontalização das relações familiares, que hoje costumam ser pautadas pelo diálogo, admiração e apoio mútuo entre pais e filhos (em contraponto ao modelo patriarcal verticalizado que era referência até pouco tempo atrás no Brasil).79% destes jovens afirmaram acreditar que família não é apenas laço de sangue e 74% disseram que se sentem livres para constituir uma família dependendo só da própria vontade, ou seja, veem com uma escolha pessoal, não mais como obrigação.
Mesmo com tanta proximidade assim com os pais, essa nova geração difere muito deles. Para esses rapazes e moças, o trabalho não representa apenas acúmulo de dinheiro ou símbolo de status social. A pesquisa mostra que mesmo relacionando dinheiro a estabilidade, os jovens hoje veem no trabalho a oportunidade de se realizar pessoalmente. “O trabalho é cada vez menos visto como necessidade, e cada vez mais como elemento de realização e expressão. Os exemplos profissionais mais admirados são aqueles que conseguem aliar as duas coisas. Uma não menos importante que a outra. Ambas integradas. Essa é uma nova noção de sucesso que ganha força”, aponta o relatório final do estudo.
Números
55% sonham com formação profissional e emprego, 15% com casa própria, 9% com dinheiro e 6% com família.
77% têm intenção de cursar o ensino superior. Esta vontade é compartilhada por todas as classes sociais (79% nas classes A e B, 77% na classe C e 74% nas classes D e E).
31% afirmaram que seu sonho para o Brasil é que tenha respeito e cidadania; 18% querem que o País tenha menos violência e 13% menos corrupção.
Fonte: O Povo Online: http://www.opovo.com.br
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